Refrigerante Morno

Hannoh Montano

Compositor: Vinicius Soares

Na hora do almoço, ônibus lotado
Todo mundo espremido, lado a lado
Eu subi correndo pra não perder
Mas o calor já começou a ferver

A janela não abre, o ar não vem
O cobrador já tá cansado também
Na mochila eu tinha a solução
Uma garrafa gelada, só que não!
Quando eu fui dar aquele gole campeão
Levei um susto no coração

Era refrigerante morno na lotação
Sacudindo igual bateria de caminhão
Na Zona Leste, sobrevivendo ao calor
Tomando refri quente e chamando de amor

Refrigerante morno, que situação!
Misturado com o balanço da condução
Se não der pra gelar, fazer o quê?
Na ZL a gente aprende a viver!

Passou São Miguel Paulista, Arthur Alvim passou Penha
O trânsito parou, já caiu um toró
O motorista freia, depois acelera
E o meu refrigerante vira uma meleca

Tem gente ouvindo funk no celular
Tem gente tentando até cochilar
E eu segurando firme a garrafinha
Pra não voar igual pipa sem linha

Mais um gole, mais uma emoção
Parece sopa com gás na mão!

Era refrigerante morno na lotação
Sacudindo igual bateria de caminhão
Na Zona Leste, sobrevivendo ao calor
Tomando refri quente e chamando de amor

Refrigerante morno, que situação!
Misturado com o balanço do busão
Se não der pra gelar, fazer o quê?
Na ZL a gente aprende a viver!

E quando chega o ponto final
Eu já tô quase sobrenatural
Mas dou risada da confusão
Porque amanhã tem mais condução!

Refrigerante morno na lotação
Perrengue dentro do busão
Entre calor, trânsito e correria sem fim
A vida na ZL é assim!

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